"Começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a Delegacia de Ordem Política e Social, mas, nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei, ainda nos podemos mexer".
Graciliano Ramos
Um de meus escritores brasileiros prediletos. Graciliano Ramos escreveu sobre tudo e pôde fazê-lo porque viveu quase tudo.
Memórias do Cárcere, Vidas Secas e São Bernardo são três obras que li.
Me chamou atenção a forma como narrou o tempo que passou dentro dos porões esquecidos de uma ditadura, a de Getúlio Vargas e seu Estado Novo.
Em 2009 estive em Palmeira dos Índios/Alagoas, acompanhado de meu amigo Adriano Remonti, cidade em que Graciliano Ramos foi prefeito nos anos 1920. Foi uma experiência gratificante, onde percebi a profundidade da obra deste autor que, a exemplo de poucos, foi capaz de transcrever em seus textos fiéis o modo de vida do sertanejo nordestino.
O "Velho Graça", como já foi biografado, faleceu a 20 de março de 1953.
Por Rodrigo Priesnitz

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